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Projectos da AIPEX vão gerar sete mil postos de trabalho

30/03/2019 12:55 (PPG)
Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) aprovou, desde Junho, 93 projectos, avaliados em 650 milhões de dólares e que podem resultar na criação de sete mil postos de trabalho, anunciou nesta sexta-feira, 29, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração daquele serviço institucional, Licínio Contreiras.

Licínio Contreiras declarou à margem da 7ª Cimeira de África do Instituto Choiseul, auspiciada pelo Banco Prestígio, que a aprovação destes projectos beneficia da liberalização prevista na Lei do Investimento Privado adoptada em Junho, em propostas que abarcam vários sectores, mas sobretudo a agricultura. 

Os investimentos são em grande número provenientes da China, Portugal e Eritreia, com implantação em curso ou prevista principalmente em Luanda, com 67, e Bengo com 12.
 

Licínio Contreiras reafirmou o papel central da AIPEX na atracção do investimento para os sectores fundamentais de que o país mais precisa para a diversificação da economia e a substituição das importações.

“De África, os investimentos são sempre bem-vindos, pois temos potencial. Estamos a falar de países como África do Sul, Egipto, Marrocos e Nigéria, mas o nosso principal foco é qualquer país, desde que resolva o problema da agricultura, exportação de mineiros, fora dos diamantes e petróleo, das pescas e outros derivados da indústria agro-alimentar”, referiu.
 

A cimeira, que é um evento itinerante de periodicidade anual, conta com a participação de altas figuras dos ne-gócios de África e da Europa, com objectivo de promover as empresas, sectores e as economias ou mercados que representam. Ontem, as participantes inteiraram-se sobre os passos dados por Angola para a diversificação da economia. 

Ao apresentar o tema “Desafios da diversificação da economia em Angola e oportunidades de negócio”, Licínio Contreiras incentivou os participantes a investirem no país, por tratar-se de um mercado com imensos recursos.

“Ao investir, não pensem apenas nos cerca de 30 milhões de consumidores angolanos, pois existe também a Zona de Comércio Livre da SADC, com cerca de 300 milhões de consumidores, a que Angola vai aderir”, apelou o líder da AIPEX.

Falando da melhoria do ambiente de negócios em Angola, Licínio Contreiras lembrou que a nova lei não determina o valor do investimento, nem impede a transferência dos dividendos para o país de preferência, não exige parceria com os nacionais e traz benefícios tributários com a redução das taxas do pagamento de impostos e outros, como o acesso ao crédito.

Jornal de Angola

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