Você está aqui: Skip Navigation LinksPágina Inicial >> Todas as Publicações

Todas as notícias do portal

Pesquisa Avançada

Parte do título Parte da descrição Limpar Consultar
A consulta retornou 1533 registos.
 

Íntegra do discurso do Presidente por ocasião da visita do homólogo do Tchad

22/08/2019 19:13
Portal do Governo

Íntegra do discurso do Presidente da República, João Lourenço, por ocasião da visita oficial do homólogo do Tchad, Idriss Déby Itno, que decorreu nesta quinta-feira, 22, em Luanda.

-Sua Excelência Idriss Déby Itno,

Presidente da República do Tchad,

-Distintos membros das delegações da República do Tchad e da República de Angola,

-Ilustres convidados,

-Minhas senhoras, meus senhores,

É uma grande satisfação rever Vossa Excelência, depois de um longo período desde o nosso último encontro, e poder dar-lhe as mais calorosas boas-vindas a Angola, assim como à delegação que o acompanha. Espero que possam usufruir da amizade e hospitalidade do povo angolano e conhecer um pouco melhor o nosso país.

A visita oficial de Vossa Excelência é uma ocasião soberana para reforçarmos a nossa relação político-diplomática desde há muito existente, e para imprimirmos uma nova dinâmica à nossa cooperação, elevando-a a um patamar que corresponda às justas expectativas dos nossos respectivos povos.

Muitos cidadãos tchadianos escolheram Angola para viver, trabalhar e constituir família e é salutar que eles se possam sentir entre nós como no seu próprio país, o que é mais uma prova dos laços de irmandade que unem os dois povos e que pretendemos sejam cada vez mais fortes.

Excelência,

Minhas senhoras, meus senhores,

Nossos países viveram momentos críticos e conflituosos logo após as respectivas independências, que condicionaram a normalização e o desenvolvimento da sua vida política, económica e social e provocaram assimetrias que só agora, com o esforço dos seus cidadãos, começam finalmente a ser progressivamente eliminadas.

Em Angola, temos estado a adoptar políticas que visam dar um maior dinamismo à gestão das instituições do Estado, mas temos consciência de que muito ainda há por realizar, em especial na luta pela diversificação da economia, aumento da produção interna de bens e de serviços e consequentemente aumento da oferta de postos de trabalho ou seja do emprego e da melhoria das condições de vida das populações no geral.

Esta luta deve ser acompanhada pela luta permanente contra a corrupção e a impunidade, pelo respeito da coisa pública e moralização da sociedade.

Sabemos que também o Tchad vive dificuldades de vária ordem, designadamente na luta contra o terrorismo, a violência interétnica e a seca, e encorajamos os esforços que Vossa Excelência tem feito para debelar esses males internos e também para pacificar a região em que o seu país se insere, no âmbito do G5 do Sahel.

Particularmente relevante é o firme combate de Vossa Excelência contra todas as ameaças das organizações extremistas que operam na região, que provocam o caos e a desestabilização e causam a perda de valiosas vidas humanas.

Temos todos por essa razão, o desafio de implementar no plano regional reformas mais proactivas e capazes de resolver os problemas que nos afligem.

Erradicar a pobreza, a fome e a doença no seio das populações, proporcionando-lhes meios de vida, melhores serviços de saúde e educação e restituindo-lhes a confiança na possibilidade de uma vida melhor e mais segura, são metas que nossos governos lutam incansavelmente para alcançar.

Excelência,

Minhas senhoras, meus senhores,

No plano bilateral, o Tchad e Angola dispõem de enormes potencialidades em termos de recursos naturais e humanos sendo de todo aconselhável que aproveitemos a oportunidade que ora se nos oferece para traçarmos estratégias de curto e médio prazo em sectores já identificados.

Deste modo devemos criar plataformas de cooperação que beneficiem da experiência que cada um dos nossos países detém e que contribuam para colocar as respectivas economias na via do desenvolvimento sustentável.

Vamos estabelecer acordos que se traduzam em acções concretas, abrangendo sectores como os do ensino, das ciências, da tecnologia de informação, do empreendedorismo, do ambiente, dos transportes, da energia e águas, da construção civil, dos recursos naturais, da indústria, da agricultura, do turismo, da defesa, da saúde e da cultura.

Os empresários tchadianos podem, por essa razão, encontrar no mercado angolano grandes oportunidades de negócios, quer de forma directa quer em parceria com empresas públicas e privadas angolanas, facilitados pela melhoria da legislação existente a esse respeito.

O Tchad por ser em grande parte constituído por um deserto e sofrer com a falta de recursos hídricos, problemas agravados pelas alterações climáticas, desenvolveu técnicas para aprimorar a agricultura em áreas desérticas e para o tratamento de doenças raras.

A partilha dessa experiência seria extremamente útil para debelar situações semelhantes vividas actualmente em algumas regiões do sul de Angola.

A terminar, gostaria de reiterar os meus votos de boas-vindas a Vossa Excelência e respectiva delegação e expressar o engajamento do Governo da República de Angola em reforçar a cooperação bilateral e em continuar a colaborar com o Governo de Vossa Excelência na resolução dos diversos problemas que afligem o nosso continente.

Muito obrigado pela vossa atenção.


Discurso do Presidente na Cimeira quadripartida

21/08/2019 18:22
Portal do Governo

Discurso na íntegra do Presidente da República, João Lourenço, durante a Cimeira quadripartida que decorreu nesta quarta-feira, 21, em Luanda.

-Sua Excelência Youheri Kabuta Musseveni, Presidente da República do Uganda; 

-Sua Excelência Paul Kagame, Presidente da República do Rwanda;

-Sua Excelência Félix Tchissekedi, Presidente da República Democrática do Congo; 

-Sua Excelência Denis Sassou N’Guesso, Presidente da República do Congo, Presidente da CIRGL, nosso convidado de Honra;

Constitui para mim motivo de grande honra e satisfação acolher em Luanda, esta Cimeira de Chefes de Estado.

Entre pessoas, famílias, comunidades ou países, às vezes existem desentendimentos de maior ou menor dimensão que importa que sejam resolvidos de preferência entre si ou com o concurso de outros que nos querem ver em paz, a ajudarmo-nos mutuamente, a cooperarmos em prol do desenvolvimento de ambos, vivendo em plena harmonia.

É o caso do Uganda e do Rwanda, vizinhos e com ancestrais laços de verdadeira e profunda irmandade, ambos localizadas na rica e promissora região dos Grandes Lagos, mas que ao mesmo tempo é ironicamente, também uma das mais conturbadas do nosso continente.

Eles atravessam um momento particularmente difícil no relacionamento entre si, situação que contraria a vontade dos respectivos povos e afecta seriamente a economia de ambos os países.

Com vista a ultrapassar-se esta situação, na Cimeira tripartida de Kinshassa, à margem das exéquias fúnebres do malogrado Ethiene Tshissekedi, foram solicitados os bons préstimos de Angola no sentido de convidar o Presidente Yoweri Musseveni a juntar-se aos três, numa Cimeira quadripartida a ter lugar em uma de três possíveis capitais africanas, tendo-se logrado que pudesse ser realizada em Luanda, o que viria a acontecer aos 12 de Julho do corrente ano. 

Ao conseguir-se tal feito, estava claro que existia o clima de diálogo e a vontade política de ambos Estadistas do Uganda e do Rwanda, em procurar-se os caminhos para se ultrapassar os diferendos que os opõe.

Nesta conformidade, na Cimeira quadripartida de Luanda, que juntou os Chefes de Estado do Uganda, do Rwanda, da República Democrática do Congo e o anfitrião angolano, incumbiu-se a Angola coadjuvada pela RDC, a responsabilidade de acompanhar de perto o desenrolar do diferendo, ouvir as partes e propor soluções que satisfaçam os interesses de ambos, e consequentemente da região.

É assim que neste curto espaço de tempo, nos desdobramos em contactos com Kampala e Kigali a nível de equipas técnicas e a nível ministerial, através de mensagens verbais para os Presidentes Yoweri Musseveni e Paul Kagame, que viram na iniciativa uma boa e grande oportunidade a abraçar e seguir.

Ao terem tido a coragem e o pragmatismo de concordar com o texto proposto e negociado, Vossas Excelências dão um grande exemplo de como no nosso continente todas as nossas diferenças, receios, disputas e conflitos devem ser resolvidos, pela via do diálogo, do compromisso de cada um se abster de actividades que possam ser interpretadas pela outra parte como actos lesivos dos seus interesses económicos, socioculturais ou mesmo de segurança nacional.

Ao culminarmos hoje nesta cerimónia, com a assinatura deste importante instrumento, o “Memorandum de Entendimento de Luanda”, aproveitamos esta oportunidade para no nosso próprio nome, e no do povo angolano, felicitar os Presidentes Yoweri Musseveni e Paul Kagame por este grande dia, que enche de orgulho e de alegria os povos do Uganda e do Rwanda, bem como a todos nós.

O mérito desta conquista é Vosso e apenas Vosso, por terem compreendido e sido movidos pelo sentimento de que os benefícios deste pequeno grande passo, são para os povos e as economias dos países que dirigem. 

Como grandes Estadistas que sóis, tiveram esta visão. África e o Mundo, acompanham com interesse e ansiedade o desfecho deste momento histórico.

Agradecemos o Presidente Denis Sassou N’Guesso, que com a sua presença muito nos honra e dignifica esta cerimónia.

Com isso, convido os presentes a testemunhar o acto de assinaturas do “Memorando de Entendimento de Luanda”.

 Muito obrigado.

  

LICENCIAMENTO DE ACTIVIDADES ECONÓMICAS

12/08/2019 17:19
Ministério da Economia e Planeamento

GCII

Discurso do Presidente por ocasião da visita do Chefe de Estado do Gana

11/08/2019 00:03
Portal do Governo

Íntegra do discurso pronunciado na sexta-feira, 9, em Luanda, pelo Presidente da República, João Lourenço, por ocasião da visita oficial do Chefe de Estado do Gana, Nana Addo Dankwa Akufo-Addo.

-Sua Excelência Nana Addo Dankwa Akufo- Addo, Presidente da República do Gana,

-Excelentíssimos senhores membros das delegações angolana e ganense,

-Distintos convidados,

-Minhas senhoras, meus senhores,

É com bastante regozijo que dou as boas-vindas à Vossa Excelência e à delegação que vos acompanha, fazendo votos de boa estadia em Angola e que durante esta sua primeira visita ao nosso país, usufrua da hospitalidade do povo angolano, que mantém com o povo ganense uma longa história de amizade, solidariedade e cooperação.

Desde os primórdios da nossa luta de libertação nacional e da fase posterior à nossa Independência que contamos com o apoio fraterno do povo e das autoridades ganenses na defesa da nossa causa.

Continuam assim vivos os ideais defendidos pelos saudosos Presidentes Kwame Nkruma e Agostinho Neto na nossa caminhada comum pela paz, pela democracia, pelo progresso social e o desenvolvimento.

A visita de Vossa Excelência simboliza não só a evidência dessas relações históricas, como constitui igualmente a prova da vontade política de estabelecermos um canal de diálogo que nos permite abordar de forma mais directa temas de interesse comum ao nível bilateral e internacional.

Como é do conhecimento de Vossa Excelência, data de Fevereiro de 1981 o primeiro Acordo de Cooperação que criou a Comissão Mista Económica Permanente entre os nossos países, mas desde então que as várias tentativas de se alargar a nossa cooperação, não tiveram os resultados à altura dos laços que nos unem. 

Esta é pois, uma ocasião oportuna para fazermos um balanço do que se passou e para perspectivarmos as acções futuras.

Estou confiante que podemos fazer muito mais, tendo em conta as potencialidades e oportunidades que cada um dos nossos países pode oferecer em vários sectores, como por exemplo no ensino superior, nas ciências e tecnologias de informação, nas pescas, nos transportes aéreos e marítimos, na energia e águas, na construção civil, nos petróleos, na indústria, na agricultura, no turismo, no ambiente, na saúde, na cultura e nos desportos.

É tempo de passarmos dos projectos às acções concretas. Os empresários ganenses têm no nosso mercado muitas oportunidades de negócios, quer de forma directa quer em parcerias com empresas públicas e privadas e as nossas portas estão abertas para eles.

Os acordos que viermos a assinar com a reactivação da Comissão Mista Bilateral e no domínio da supressão de vistos, podem permitir a redinamização da nossa cooperação.

Espero pois, que a visita de Vossa Excelência marque não só uma nova dinâmica na cooperação entre os nossos países, mas que nos permita também trabalhar juntos para o reforço da unidade entre os povos africanos e para cumprirmos os compromissos assumidos na materialização da integração regional e continental.

Excelência,

Minhas senhoras, meus senhores,

O Gana foi no passado uma das mais florescentes civilizações de África e contínua no presente a ser modelo de maturidade política e de respeito pelos valores democráticos, como o demonstra a decorrido a altemância das forças no poder no vosso país.

Este é um desafio que temos de ver superado também em outras regiões do nosso continente, pois a não observação dos princípios básicos de um Estado Democrático de Direito aprofunda as divisões e o ódio étnico-racial, que só causam conflitos e adiam o cumprimento dos objectivos fixados pelas Nações Unidas e pela União Africana.

Os conflitos armados, a pobreza extrema e a falta de uma liderança capaz, são os factores que mais contribuem para travar o desenvolvimento socio-económico de África e desvirtuar os esforços que alguns países tais como o Gana, têm vindo a fazer para criar um clima propício à atracção de investimentos públicos ou privados estrangeiros, em parcerias mutuamente vantajosas.

Para inverter este quadro, temos de apostar seriamente na juventude africana, força motriz das economias de nossos países, proporcionando-lhe as oportunidades para se afirmarem na sociedade.

No âmbito da cooperação regional, devemos continuar a centrar a nossa atenção nas reformas da União Africana, que visam tomar esta organização continental mais adaptada às realidades e exigências actuais.

Ao nível das nossas sub-regiões, temos vários desafios a considerar, sobretudo os que têm a ver com a instabilidade resultante de conflitos pós-eleitorais, inter-étnicos e do extremismo e fundamentalismo religioso.

Estamos a acompanhar com bastante preocupação a situação na Líbia, na República Democrática do Congo e na República Centro-Africana, onde persiste um clima de instabilidade por acção de grupos armados.

Termino, reiterando a Vossa Excelência o engajamento do governo da República de Angola em continuar a colaborar com o Governo do Gana na resolução dos diversos problemas que afligem o nosso continente.

Reitero a Vossa Excelência e à delegação que o acompanha os meus votos de boas- vindas e, em meu nome e em nome do povo angolano, transmito-lhe o sentimento de amizade e fraternidade que liga o povo angolano ao povo irmão do Gana.

Muito obrigado!

 

Edição nº 17 -2019, resenha de imprensa

09/08/2019 15:47
Governo Provincial do Bengo

A resenha de imprensa, dá tratamento e edita as notícias e informações sobre a província, veiculadas pelos órgãos da comunicação social e as produzidas pelo gabinete de comunicação institucional e imprensa local.

    de 307  
2019 - Projecto Portal do Governo da República de Angola - Copyright - Política de Privacidade